Cristiano Mariotti

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Coluna Cesar Augusto Mota-Em franca evolução



Olá, amigos vascaínos!

Estou de volta de viagem  a Cidade Maravilhosa, onde pude ver o empate do Vasco com a Ponte Preta na Colina Histórica nos últimos instantes. Antes tido como candidato ao rebaixamento, o Vasco vai se ajeitando aos poucos  e pode alcançar melhores posições no Campeonato Brasileiro. Comentemos a evolução da equipe nessas últimas partidas.

Evolução


Com Paulo Autuori, a defesa era frágil, apresentava falhas na marcação e era bastante vazada. O meio campo tinha pouco combate, a bola chegava com dificuldade para os atacantes e em alguns jogos sequer jogava, o ataque não se cansava de perder gols e quase não havia jogadas pela linha de fundo. Após a chegada de Dorival Júnior e reforços como Juninho e Fagner, além do aproveitamento de Jomar na zaga, passamos a jogar com mais consistência, a bola chegando mais redonda ao ataque e mais jogadas pelos lados do campo, o que não existia principalmente do lado direito, com Nei.
Jomar tem sido uma grata surpresa na defesa, junto de Rafael Vaz. Com ambos, o Vasco tem sofrido menos gols e há mais segurança no setor, o que não havia quando Renato Silva era titular, e não titubeamos em falar que desde que saiu a defesa melhorou.
Após a chegada de Fagner, a tendência é que Eder Luis melhore e possa lembrar aquele jogador de 2011 que deu muitas alegrias aos vascaínos. Nos jogos da Ponte e do Coritiba já apresentou melhora, e se Eder continuar com a confiança que vem tendo do treinador e dos companheiros, pode ser ainda mais efetivo nas próximas rodadas. E falando em Fagner, sua contratação no último dia da janela de transferências internacionais surpreendeu a todos, ninguém esperava. A demora para entrar no time foi normal, estava se readaptando ao futebol brasileiro, e sua atuação no domingo foi para animar ainda mais a torcida.
Fagner entrou e Nei foi para o banco, Dorival chegou a pedir apoio ao ex-titular, mas não creio que a torcida fará isso com facilidade, sei que devemos apoiar os atletas que vestem nossa camisa, mas Nei é um dos que mais consegue irritar o torcedor, tendo feito até gol contra. Vamos aguardar, e pode ser que Nei tenha desempenho melhor quando surgir outra oportunidade.
Falei antes no Jomar, e não poderia deixar de mencionar e elogiar Rafael Vaz, que chegou desconhecido no Vasco, sem fazer muito barulho e vem agradando, não só na defesa, como em cobranças de falta, se tínhamos Juninho, podemos também contar com Rafael Vaz nas bolas paradas. O zagueiro é bastante trabalhado pela comissão técnica e inclusive foi exaltado por Jorge Luiz, zagueiro dos tempos áureos do Vasco na década de 90, que gosta de sua entrega nos treinos e jogos e que torce pela continuidade nessa trajetória boa até aqui. É torcer mesmo para Rafael Vaz continuar bem, e parece que ele assumiu de vez a condição de titular no Vasco.

Última partida

Antes de enfrentar o Santos na Vila Belmiro, o Vasco havia perdido apenas um jogo nos últimos 6, para o Botafogo, clássico que foi bastante disputado no início do mês no qual o time perdeu Guiñazu por 6 meses após grave lesão. Isso mostra que realmente o Vasco vem numa crescente, e uma vitória representaria uma aproximação maior dos primeiros colocados.
A grande atração do jogo sem dúvida era a estreia de Montoya, que finalmente chegou após longa novela acerca de sua inscrição ser liberada pela FIFA e seu registro aparecer no BID da CBF.
Apesar de ter feito a última partida há mais de 2 meses pelo All Boys(ARG) e ter ficado apenas treinando no Vasco, Montoya participou bastante do jogo e quase marcou em duas oportunidades. Assim como Dorival Júnior falou, eu também aprovo a estreia de Montoya, e espero que ele possa atuar diante do Grêmio no próximo sábado.
Na partida em si,  o Vasco demorou a se encontrar, tendo primeiro se preocupado em segurar o Santos, depois conseguiu criar chances e, consequentemente, obrigando o bom goleiro Aranha a fazer defesas difíceis. Numa bobeada da defesa, o zagueiro Edu Dracena fez o gol, mas o esforço e aplicação do Vasco foram premiados com o gol de empate de Rafael Vaz. Pelo que foi feito em campo, seria injusto o Vasco sair derrotado, o empate foi considerado ruim para ambos os lados, mas em minha opinião, não foi um mau resultado.

Encerramento

Apesar do horário ingrato, tomara que a torcida compareça e empurre a equipe contra o Grêmio. Não será um jogo fácil, se trata de uma das equipes que briga por vaga na Libertadores e que tem jogadores que podem desequilibrar, felizmente Elano não atuará, mas o Vasco tem de estar ligado em Kléber, Barcos e principalmente Zé Roberto, que dá consistência no meio de campo do Grêmio. Todo o cuidado é pouco, mas confio na vitória, pra cima deles, Vasco!
Estava com saudades, agora de volta a esse espaço, obrigado a todos, até semana que vem!

Cesar Augusto Mota
Twitter: @rasecmotta11
E-mail: rasecmotta@uol.com.br

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Surpresa boa demais!

Amigos, bom dia.

Que bela vitória diante do Coxa, hein? Não tenho receio algum em dizer que fiquei surpreso com o resultado. Esperava um certo abatimento do time após o ceder o empate no fim do jogo contra a Ponte, mas aconteceu exatamente o contrário.
Equipe bem distribuída em campo. O setor defensivo, por incrível que possa parecer, jogou com firmeza e sem dar brechas pro time paranaense. Deu gosto de assistir. E não vencemos qualquer equipe. O Coxa vinha de vitória expressiva contra o Grêmio fora de casa e lutava pela ponta da tabela. Vencê-los em pleno Couto Pereira não é tarefa das mais fáceis.

Pra começo de conversa, perfeita a escalação do Dorival. Tive medo dele resolver improvisar o Nei na lateral esquerda, mas, graças ao bom Deus, Henrique atuou por ali e acabou sendo um dos destaques da equipe. Achei correta a manutenção do Jomar na zaga e a idéia de colocar o Juninho em campo, mesmo sendo sua terceira partida consecutiva. Sua presença é sempre muito importante pro time. Como já era de se esperar, ele tomou o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Santos na próxima quarta. Pelo menos terá uma semana para descansar e voltar zerado para a dura partida de sábado contra o Grêmio.

Voltando ao jogo, ter marcado o gol logo no início deu uma certa tranqüilidade ao Vasco e mexeu demais com o Coritiba. Fizemos, a partir daquele momento, um ótimo primeiro tempo. Tivemos posse de bola, fechamos nosso meio, diminuímos os espaços e saímos nos contra-ataques. Se não me engano, o Diogo só foi exigido em um lance. Aliás, esse lance foi um chute à queima roupa do Alex e que foi defendido no puro reflexo pelo nosso goleirão. Afora isso, não me lembro de outro momento de perigo.

Na segunda etapa, como era de se esperar, o Coxa veio com tudo pra cima, mas dava espaços pro Vasco continuar a se utilizar dos contra-ataques. Tivemos, pelo menos, duas chances claras de gol. Fágner chutou uma bola no travessão e o Marlone, que havia entrado na vaga do Juninho, ficou cara a cara com o Wanderley e chutou em cima dele.

Gostei, acima de qualquer coisa, da postura da equipe. Jogou com sobriedade, inteligência e muita disposição.
Típica vitória para dar moral.

Agora é torcer para que façamos um bom jogo na quarta feira e possamos voltar de São Paulo com mais um bom resultado. Será que a Ferj deixará o Montoya estrear? Que papagaiada, né?
E seria fundamental tê-lo nesta partida, afinal, Juninho e Ken ficarão de fora.

Não sei o que o Dorival vai decidir, mas eu iria com: Diogo, Fagner, Jomar, Vaz e Henrique; Abuda, Wendel, Soutto e Montoya; Éder e André.

Só pra fechar: alguém sentiu falta do Nei aí?

Atuações:

Diogo – Fez defesa sensacional num chute à queima roupa do Alex. Espero que vá crescendo a cada jogo. Ainda dá alguns sustos, mas já demonstra mais segurança. Peca muito nas bolas aéreas, mas vai bem debaixo das traves.

Fagner – Ainda está fora de forma, mas mesmo sem ritmo de jogo e de muletas, joga mais do que a “Avenida” Nei. Tem erros defensivos, o que não é novidade pro torcedor vascaíno, mas ajuda demais o ataque. Acho um grande jogador.

Jomar – Partida PRIMOROSA. Não brinca em serviço. Atuação convincente. Acho que ganhou a vaga do Renato definitivamente. Já havia feito bela partida diante da Ponte Preta. Terá o Cris como sombra de agora em diante.

Rafael Vaz – Seguro. Fez o feijão com arroz e evitou dar aqueles dribles perigosos perto da nossa área. Tem técnica diferenciada, mas precisa aprender a dar bico também. Vem crescendo e tem tudo para conquistar o coração do torcedor.

Henrique – Me surpreendeu positivamente. Não havia me chamado a atenção anteriormente, mas, ontem, atuou como um veterano. Defendeu muito bem e ainda apoiou com qualidade. Torço muito por esse moleque.

Abuda – Um MONSTRO em campo. Correu o tempo inteiro, deu carrinho, cobriu as subidas do Fagner, teve bom aproveitamento nos passes. Se mantiver esse nível de atuação, vai colocar uma pulga atrás da orelha do Dorival. Sandro Silva que abra o olho.

Wendel -  Fez bem o seu papel. Marcou com eficiência e ajudou na saída de bola do time.

Juninho – Sua simples presença em campo já é um diferencial. Chama a responsabilidade, não tem medo de errar e passa tranqüilidade aos demais jogadores. Não fez grande partida, mas jogou o suficiente para ser fundamental na vitória, como sempre. Esquece essa aposentadoria, Reizinho!! Tu joga DEMAIS!!

Pedro Ken – Tem demonstrado mais vibração em campo. Deixou de ser aquela mosca morta. Acho que a vinda do Dorival deu mais motivação pro garoto. Tá longe de ser um titular incontestável deste time. Pode ser bom pra compor elenco, entrar no segundo tempo. Tem ajudado mais e o gol de ontem é uma prova viva disso.

Éder – Fez grande segundo tempo contra a Ponte. Chegou-se a ouvir um grito de “Ohhhhh, o Éder Luis voltou!” nas arquibancadas de São Januário, mas voltou a fazer um jogo instável contra o Coxa. Matou muitos contra-ataques, mas parece estar dando sinais de que pode ajudar mais o time. Tomara que sim.

Tenório – Esse rapaz tem mais azar do que o Rubinho Pé de Chinelo. Não é possível, cara. Novamente se machucou e saiu de campo ainda no primeiro tempo. Quando a gente acha que “Agora vai!!!”, a coisa não vai. Acho que já passou da hora dele procurar uma benzedeira, pai de santo, um terreiro de macumba, sei lá. O Negão é de Vidro, não tem jeito!!

Marlone – Até que entrou bem na partida, mas ter perdido aquele gol cara a cara com o Wanderley foi F... Xinguei esse indivíduo até dizer chega!! Não pode perder um gol desses, meu filho. Era pra matar o jogo e se consagrar, como diria o Milton Leite.

Edmilson – Ainda estou tentando entender o motivo de se dar tanta oportunidade pra esse cara. Jogador limitadíssimo. Sabe aquelas figuras que não jogam nem na sua pelada? Pois é... O pior é que não se tem outras opções. Romário foi embora. Leonardo já se aposentou, mas ninguém o avisou. Acaba sempre sobrando pro bravo Edmilson. Tá doido!

Dakson – Entrou no finalzinho da partida. Nem merece ser avaliado.



P.S: O Autuori já bateu TODOS os recordes negativos no São Paulo? O cara não ganha uma!! Piada. A maldição da Colina é pesada, amigão!! Abre o teu olho. Série B é logo ali, falastrão!!E tome de “Força Mental”! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abraços e Saudações Vascaínas

Mauro Segadas
Twitter: @VascoJuve


quarta-feira, 31 de julho de 2013

DECIDIR POR VENCER JÁ! Por: Cristiano Mariotti

Na segunda vitória seguida do time do Vasco nesse atual certame brasileiro, não se pode afirmar que não houve evolução com relação àquilo que, bem a pouco tempo, estávamos acostumados a presenciar. Se ainda falta qualidade em certos setores do time, ao menos temos, notoriamente, um time bem mais organizado do que outrora com o ex-treinador. No entanto e tal conforme já descrito em texto anterior, a entrada de Juninho no time divide com Dorival os méritos dessa melhora significativa, mas com o sentimento de que ainda falta muito o que melhorar, embora saibamos que, ao menos, possuímos um rumo agora, coisa que anteriormente nem possuíamos.

Com a ausência de maior qualificação técnica ao time, defendo a formação de uma equipe guerreira, com bravura para conseguir os resultados aliado ao mínimo de organização tática. É dessa forma que já vimos equipes até bem piores do que a nossa obter bons resultados. Pautando-se sobre tais argumentos, sigo a me questionar o que ainda faz jogadores como Pedro Ken e Éder Luís serem titulares de nosso time. Ainda que seja um dos defensores da volta de Dorival Júnior ao Vasco e a ele atribua metade dos méritos dessa tentativa de ressurgimento, é estranho que jogadores que foram relativamente bem em boa parte do ano e no meio da mediocridade no qual o time se encontrava não tenham tido maiores chances sob seu comando. Por exemplo,  Dackson que, ao meu ver, o pouco que fez durante o ano, até então, já o credencia bem mais a uma vaga no time do que Pedro Ken, fraco, sem "sangue" e nada inspirado.

No caso de Éder Luís, em especial, vale a reflexão sobre o que esse moço quer, finalmente, de sua carreira profissional. Não possui mais a explosão ofensiva no qual possuía até o final de 2011  (sendo bem generoso com seu lado atlético), não consegue dar prosseguimento a uma jogada sequer, procura sempre os piores caminhos em campo e, na maioria das vezes, erra nas decisões entre chutar a gol, dar um passe ou, simplesmente, uma "deixadinha" de bola.

Reflexão semelhante cabe a Fellipe Bastos que, mesmo sem ser titular nesse time hoje, é de fato estarrecedor o quanto consegue ser displicente e presunçoso quando está em campo, não justificando de forma alguma sua aparente raiva após o gol de falta (algo que ainda faz vez ou outra) marcado perante o Internacional, há cerca de um mês atrás. Enquadra-se hoje, ao lado dos dois outros citados, nos exemplos do que o Vasco menos precisa para fazer seu time "rodar" com bravura, aliado ao mínimo de qualidade que ainda tem e à organização tática que, aos poucos, Dorival dá a um conjunto (?!) outrora desacreditado.

Entretanto, angustia o fato da dependência do time sobre Juninho. Por mais que saibamos de sua qualidade técnica e representação fidefigna do sentimento de resgate da autoestima e da autoconfiança a esse grupo, era notório que sua idade avançada seria um empecilho para que pudesse jogar todas as partidas, sendo poupado em algumas, tal como será nesse prélio de logo mais perante o Goiás. É bom que se lembre que o atual elenco vascaíno, se não é mais para cair para a segunda divisão, também não é para disputar nada mais do que uma vaga na zona da Copa Sulamericana em 2014. Mas será que esse pensamento conformista de tão somente evitar o segundo rebaixamento em nossa história é suficiente para nós?

E é sobre esse fato que reside, nesse momento, minha principal crítica. Em que pese o processo de eterna reconstrução no qual nós, vascaínos, já nos acostumamos a acompanhar, o Vasco precisa avançar mais e repor o tempo perdido. Apresentar resultados satisfatórios e que demonstrem que, ao menos, os horizontes tendem a clarear mais no futebol, já preparando um "salto de qualidade" ainda nesse campeonato, e não mais postergando as devidas melhorias para o ano seguinte. É esse o discurso que a torcida não mais aguenta: o por quê do eterno conformismo em nos preparar somente para o amanhã se podemos buscar a felicidade agora? O por quê não empreender esforços e buscar, desde já, a possibilidade de chegar-se à principal competição sulamericana - Libertadores - ao menos, já para 2014 e não para 2015? Pensando, dessa forma, na maior exposição de sua marca ao exterior e, com isso, em maiores receitas tanto de TV como de publicidade.

Portanto, para que o real desejo de todo vascaíno seja satisfeito, é necessário insistir no assunto a respeito dos ajustes providenciais. Juninho não atuará em todo jogo, então, precisamos urgentemente de um substituto à altura. Rodriguinho, do América-MG, poderia ser um bom nome e que faz tempo merece maior observação por parte de equipes grandes como o Vasco. Com o retorno de Fágner, falta consertar o lado-esquerdo da linha defensiva fornada por quatro homens. Yotún não me parece ser a melhor opção, tampouco Henrique, ainda muito "verde" para atuar entre os profissionais. A considerar a carência de bons nomes para essa posição no futebol brasileiro, Juan surge como uma opção interessante de resgate. Por sinal, mais um. E considerando que o Vasco é um clube que tem enraizado em sua história a capacidade de resgatar valores, poderia ser uma opção interessante.

No setor defensivo, caberia mais um zagueiro para compor a zaga com o promissor Rafael Vaz, esse que tem se demonstrado uma grata surpresa. Lúcio (que o Vasco tentou contratar em meados do ano passado) poderia ser o nome de peso e com a experiência que precisamos. Mas ainda que esteja em litígio com o São Paulo, só valeria a contratação se ainda pudesse atuar nesse campeonato, ou seja, se tivesse menos do que sete jogos podendo, assim, atuar em outro clube. Do restante do grupo, Nei, Renato Silva, Jomar, Luan, Sandro Silva, Guiñazu, Abuda, Wendel, Felipe Soutto, Montoya (tão logo esteja regularizado, se é que ainda poderá atuar nesse campeonato), Dackson, Marlone, Fábio Lima, André, Tenório e Willen podem compor uma base sólida para sustentar a "briga" pela disputa de posições mais dignas e mais perto do que é condizente para Vasco.

O fator goleiro

Em 1992, eu presenciei naquele campeonato brasileiro o Vasco perder a oportunidade de ir para a final em sucessivas falhas do goleiro Régis. E tudo porque Carlos Germano, o melhor disparado de todos que tínhamos no elenco, ainda era considerado imaturo para tanto, mas que foi justamente a solução tão logo o campeonato terminou e foi com ele que ficamos até o final daquela gloriosa década como titular.

Hoje, Diogo Silva tem tido suas oportunidades, na minha opinião, com justiça e levando-se em conta de que eu fui um dos torcedores dentre muitos a pedir-lhe uma oportunidade, tal a ineficiência de seus concorrentes diretos Alessandro e Michel Alves. Contudo, por mais que seja sob o meu ponto de vista o melhor disparado dentre os três, confesso-lhes que ainda não considero a ele como o goleiro que tanto sonho em ver na titularidade de nossa meta.

Na tentativa fracassada de repatriar o excelente Hélton ainda esse ano, a diretoria do Vasco tem dois caminhos a seguir: ou vai em busca de um goleiro no mercado interno dado o fechamento da "janela de transferências internacionais" ou arrisca-se a ficar com tais que já possuímos. Fazendo uma analogia com o ano de 1992 e a considerar a hipótese de Diogo Silva continuar falhando tal como nas últimas duas partidas -em que apesar de suas falhas vencemos os jogos - a opção mais coerente para Dorival passaria a ser o jovem Jordi, e não no retrocesso de se apostar novamente em dois que já demonstraram que passam bem longe de serem as soluções para o nosso gol.

Sem dúvida alguma, Jordi tem qualidade e ainda poderá ser nosso futuro camisa número um em campo. Se contra ele, no momento, pesa a imaturidade, ao seu favor tem seu belo desempenho defendendo no time de juniores. A questão de momento somente é: dar-lhe uma chance em caso de Diogo não corresponder ou ainda recorrer ao mercado, no que nos restou na série A ou até mesmo observando a série B?

"Fluxemburgo" abre horizontes

Afora a questão ideológica que, por razões de suas próprias trajetórias de conduta, considere que Flunimed e Luxemburgo têm MUITA coisa em comum, considero que não poderia haver algo tão benéfico para o Vasco a sua chegada às Laranjeiras.

Como todos já sabem, quem manda lá para "aquelas bandas" é quem tem dinheiro, no caso, Celso Barros, homem de negócios responsável por empreender o dinheiro de patrocínio de sua empresa no resgate de um clube que já estava quase fechando as portas ao final da década de 1990. Sua imposição por esse nome choca-se em cheio com as vontades de Peter Siensem e de Rodrigo Caetano em ter outro treinador a comandar o clube.

E é sobre esse último que os interesses do Vasco (bem como de grande parte da torcida) vêm de encontro com (mais uma) frustração desse profissional. Para quem conhece de futebol, Rodrigo Caetano possui muito menos visibilidade no clube da empresa do plano de saúde do que possuía no Vasco, além de não possuir a mesma liberdade para moldar o futebol à sua feição. Com seu contrato se encerrando ao final desse ano e unindo-se as suas veladas frustrações à vontade do Vasco através de seu "Presidente de fato", Cristiano Koehler, em tê-lo de volta à São Januário, não é nenhum devaneio considerarmos tal reconciliação a partir de janeiro de 2014. Em minha opinião, para o nosso bem, pois além de competente, tornou-se vascaíno pelo convívio e por conviver durante três anos de perto com nosso clube e nossa belíssima história.

O tempo se encarregará de elucidar essa "equação"...

Papo Vascaíno

Depois de tempos arquitetando a ideia, gostaria de informar-lhes que minha intenção, finalmente, fora satisfeita e que o programa "Papo Vascaíno" já encontra-se no ar! Iniciamos no domingo passado esse projeto, no qual sou coordenador e apresentador, que conta com apoio total do companheiro Márcio Santos e de boa parte dos membros de sua equipe do "Só Dá Vasco": eu, inclusive, ao lado de Carlos Gregório Júnior, Carol Canoa, Daniel Freitas, Eduardo Canellas, José Carlos Prata, Júlio César Teixeira e Matheus Alves. Compondo essa equipe bem eclética sob o ponto de vista de origens e regiões do Brasil, temos como componentes, também, Mauro Segadas (do Blog da Colina), Rafaela Fernandes (do site Vascalindas) e Henderson Dourado (ex-colaborador do SuperVasco e morador de Vila Velha, Espírito Santo), além de Raimundo Almeida, do grupo voluntário pelo projeto de Revitalização do entorno de São Januário.

A cada semana, estaremos sorteando um ouvinte ou leitor do SuperVasco (a quem, desde já, agradeço pela parceria, pelo apoio e pela divulgação do trabalho) para participar conosco, utilizando o recurso Hangout oferecido pela mídia social Google+. Para quem quiser se habilitar, inclusive, a fazer parte desse projeto, os e-mails para contato são programasodavasco@gmail.com e superpapovascaino@gmail.com, Desde já, agradecemos pela bela audiência em nosso programa de estreia, bem como ao apoio de todos: dos ouvintes em especial, da equipe Só Dá Vasco e SuperVasco, através de Elisvaldo Coelho (dono) e Jéssica Corais (gestora de conteúdo) !

"Toque final"

No Vasco, só se pode contar com algo depois de assinado. Antes, é especulação somente e muitas vezes "dá zebra". No caso das certidões, é estranha tamanha morosidade para se obter, já que o acordo fora feito segundo a diretoria administrativa do clube. Uma coisa, no entanto, é certa: se o Vasco tivesse um mínimo de representatividade (ausente há tanto tempo nos bastidores do futebol), já estaria com os documentos em mãos e os patrocínios selados. Enquanto o Vasco não tratar a sério essa questão, passaremos por diificuldades iguais ou ainda piores do que essas.


Cristiano Mariotti
www.supervascainos.com/crismariottirj
cris.mariotti@crvasco.com
Twitter: @crismariottirj

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O BOM AMBIENTE VOLTOU! POR JOSÉ CARLOS PRATA

Olá amigos Vascaínos, depois de algum tempo voltando a escrever em nosso blog, mesmo longe por causa do trabalho, mas acompanhando o nosso Vasco é claro.
Mas vamos ao que interessa. Vamos falar do nosso gigante Vasco da Gama.
Vitórias: Depois de firmar com as parcerias de patrocínios e as contratações de alguns jogadores,o clima e as vitórias voltaram para São Januário,como algo normal ao nosso clube,ao que tudo indica as tempestades passaram,mas ainda teremos alguns vazamentos a consertar no clube,pois há algumas goteiras vazando no Vasco e essas ainda precisam ser concertadas pela diretoria. Ganhamos dos nossos fregueses tricoletes e ganhamos com alguma dificuldade do Criciúma o que ao meu ver foi bom que essas falhas apareçam agora para que o técnico Dourival possa corrigi-las logo.

Torcida: Foi só contratar um grande jogador e ter uma vitória em clássico para a torcida voltar a sorrir , lotar SJ e fazer aquela linda festa outra vez. Esse time ainda precisa de apoio e paciência,pois,ainda não esta pronto como se deve.

Juninho Pernambucano: Mesmo com a idade na certidão de nascimento avançada para um jogador,ainda parece um garotão de 25 anos no auge da carreira e fazendo a diferença,esse sim merece uma estátua em São Januário. Rei Juninho da Colina Sagrada e Histórica.

Calma é preciso: A torcida precisa ter calma ainda com todo time, principalmente com o goleiro Diogo e com os jogadores mais novos, pois, esse time ainda não esta pronto e não se pode crucificar na próxima derrota quando ela acontecer,logo se viu o nervosismo do goleiro após as falhas contra o Criciúma no jogo passado.
Nossa torcida sabe abraçar o time,e precisa abraçar alguns jogadores também para melhorar mais ainda o bom ambiente que se vive em São Januário,para o ódio de muitos.

Papa Francisco: Muitos fizeram questão de presentear o Papa com camisas de seu clubes,mas o nosso Santo Padre argentino já veio ao nosso país vestido com a cruz sagrada de Cristo.

Título: Como ainda temos um campeonato longo pela frente,e cheios de contusões,cartões e falcatruas da CBF e da TV, acho que a CB é uma grande chance de título para o nosso amado Vasco,mas não descarto o Vasco como candidato ao título do brasileiro com o time que se vem montado,acho que no mínimo lutamo por uma vaga pela libertadores.

ABRAÇOS: Depois de um bom tempo se escrever no blog devido aos compromissos profissionais, volto mandando abraços aos amigos Cristiano Mariotti, Andy Allah, Mauro Segadas, Mauro Bremer, Cesar Augusto, Guilherme Diniz, Jairo Rocha Filho, Julio Cesar Texeira, Flávio Henrique nosso futuro colunista, ao amigo hitoriador Adalberto Day e principalmente ao meu filho Marcello Prata que fez niver no dia 15/07/13. No mais SAUDAÇÕES VASCAÍNAS a todos e vamos com tudo Vascão!!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Coluna Cesar Augusto Mota-Política pés no chão


Olá, amigos vascaínos!

 

Desde a chegada de Dorival Júnior, agregada a reforços na Colina, muita coisa boa vem acontecendo, e o ambiente  no Vasco é outro. Vamos falar disso e de perspectivas para o futuro.

 

Clássico no Maracanã

 

O Vasco foi mordido para o clássico com o Fluminense, e principalmente por conta da polêmica acerca dos lados das torcidas, da forte resistência do presidente do Fluminense em não mudar o que ajustou em contrato com o Consórcio Maracanã S.A. Estava o mandatário fazendo valer o seu direito, mas mexer com uma tradição que já existia há mais de 6 décadas, da torcida do Vasco entrar no Maracanã pela rampa da UERJ e ocupar o lado direito das cabines de rádio e televisão mexeu com os brios dos vascaínos.  E o que mais irritou os vascaínos foi a rasteira que levou o residente Roberto Dinamite, que alugava São Januário para o rival tricolor e levou mais esse desaforo pra casa. Espera-se que tenha aprendido a lição, e que tenha a noção de que no futebol  os clubes olham para seus interesses e estão pouco preocupados com os outros.

No jogo em si, o Vasco esteve nervoso no início e depois passou a entrar no jogo e controlar o ímpeto do Fluminense. Verdade que a expulsão de Fred ajudou o Vasco a aproveitar mais os espaços, ter mais posse de bola e ter tranquilidade na partida, mas, apesar do resultado, ainda há muito o que melhorar.

A ausência de Renato Silva poderia ter sido sentida no jogo, mas o jovem Jomar mostrou personalidade, segurou a pressão e não  se deixou abater com Fred, tendo inclusive provocado sua saída do jogo. Sandro Silva foi bem no combate, André mostrou oportunismo e Juninho, com sua liderança e categoria, foi um dos que mais contribuiu para a vitória do Vasco. Quando está em campo, os adversários respeitam mais o Vasco, o time entra com mais confiança e de seus pés surgem sempre jogadas maravilhosas, e em muitos jogos, decide com jogada individual.

O placar de 3 a 1 é sinônimo de superação, mas o Vasco ainda não está pronto. Apresentou falhas defensivas, o Fluminense pressionou de forma intensa para empatar o jogo, o goleiro Diogo Silva demonstrou nervosismo em alguns momentos e nosso meio campo precisa saber se portar bem quando Juninho não estiver em campo. Faço coro ao discurso de Dorival Júnior, é apenas o começo, muita coisa precisa ser melhorada, mas a vitória serviu não só para dar um novo gás a todos, como também para dar confiança ao trabalho do treinador, aos atletas e maior motivação ao torcedor, hoje se vê mais gente entusiasmada com o Vasco do que antes, e o clima era muito pesado logo após Paulo Autuori ter saído, foi algo muito chato, combinado com a derrota para o Flamengo, parecia que uma bomba iria explodir, mas uma semana depois, tudo mudou. Falta muita coisa, mas se vê uma melhora considerável no Vasco.

 

Reforços

 

Quem não ficaria entusiasmado com as contratações de Juninho, Fagner, Guiñazu, sem contar que Montoya está arrebentando nos treinos e pode também surpreender? O Vasco se mexendo, a volta de Fagner sequer foi especulada e isso não sói deixou a torcida satisfeita como mostrou que Ricardo Gomes sabe trabalhar em silêncio, uma lição dada a René Simões.

Não sabemos como está Fagner, ele não se adaptou ao futebol alemão, mas a qualidade dele é indiscutível e se tivesse apenas uma perna, certamente seria e é melhor que os outros laterais direitos do elenco, foi uma excelente contratação.

Pode ele não ter muitos recursos técnicos, mas é um guerreiro, sabe dar o combate e com ele não tem moleza. Guiñazu chegou e mostrou enorme satisfação em sua chegada ao Vasco, e precisávamos de um jogador como ele, nossa marcação vinha falhando muito, os adversários encontravam muitos espaços, e a presença de Guiñazu dará mais segurança a nova zaga, composta por Rafael Vaz e Renato Silva. Que Guiñazu brilhe no Vasco, assim como foi no Internacional.

Do Juninho, nem preciso falar, o Reizinho está de volta e os súditos agradecem. Montoya está arrebentando nos treinamentos e uma longa novela está longe do fim, as burocracias emperram sua estreia. O Vasco fez de tudo, houve culpa do All Boys quanto a senha de registro, que foi bloqueada, dependemos agora da FIFA para poder ver o colombiano em campo. Que haja bom senso e que tudo isso termine, o atleta precisa jogar, e o torcedor quer vê-lo em ação.

 

Parte final

 

Finalmente foi publicado no Diário Oficial da União o contrato da Caixa com o vasco, não de R$ 20 mi, mas R$ 15 mi. Muita gente caiu em cima, afirmou que o Vasco estava ficando ainda menor e foi posto o valor que os rivais recebem. Que a marca Vasco se desvalorizou nos últimos anos, concordo, o clube caiu em descrédito por atrasar salários e com as constantes notícias sobre isso, além de jogadores saindo e cobrando direitos trabalhistas na Justiça, mas para o atual momento e com as dificuldades no mercado, R$ 15 mi ajudam, não resolvem os problemas, o vínculo é de somente um ano, mas contribui para o cumprimento de obrigações. É preciso rearrumar a casa, conquistar resultados dentro e fora de campo, e, consequentemente, pleitear contratos melhores. Lógico que eu gostaria que fossem mais de R$ 15 mi, mas nesse acordo, a Caixa ocupa a parte frontal, já na traseira, está a Nissan, que somadas, rendem R$ 23 mi ao Vasco, superior aos R$ 16 mi da Eletrobrás, que aparecia nas duas propriedades. O Vasco merece sim melhores contratos, mas é o que temos para o momento, tenhamos calma.

Já ouvi de muitos torcedores, inclusive ontem na entrevista da apresentação do Guiñazu o presidente Roberto Dinamite dizer que o Vasco irá brigar pelo título brasileiro. Falta muita coisa, é cedo pra falar isso, o time ainda está em 11º e em formação. Não há dúvidas que a equipe vai render muito mais com os novos reforços, além do clima ser mais leve e de confiança, Dorival Júnior ganhou o grupo rapidamente, mas temos d éter os pés no chão.

Muitas coisas ditas por torcedores, como “Vejo tassas”, “Entregue o título”, dentre outras, é sinal que está havendo mais gosto em torcer pelo Vasco, a sensação boa de ver o clube novamente se reerguendo, mas é preciso ter também cuidado com as palavras e com o entusiasmo. O caminho é longo a percorrer, nem todos os reforços já estrearam, e o futebol que foi visto no último domingo não é ainda o que se espera, vamos dar tempo ao Dorival Júnior para que implante seu estilo, que motive ainda mais o grupo, o que Paulo Autuori não conseguiu, e aí sim vermos onde o Vasco pode chegar. Mas que a tendência é melhorar, não resta dúvida, tenhamos pés no chão.

No próximo sábado, tomara que o Caldeirão lote, vencer o Criciúma impulsionará ainda mais o Vasco nesse início de campeonato, e nada de pessimismo, deve haver realismo, e também otimismo, o time tem tudo para melhorar com os novos jogadores, além de Dorival Júnior ser um grande profissional e motivador, precisamos de pessoas assim, que tenham compromisso e transmitam energia positiva, e o Vasco precisará muito no decorrer desse segundo semestre. Força, Vasco!

Obrigado a todos, até a semana que vem!

 

Cesar Augusto Mota


Twitter: @rasecmotta11

E-mail: rasecmotta@uol.com.br

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Coluna do Mauro Segadas - É o destino!!


Amigos, bom dia!

Primeiramente eu gostaria de parabenizar a torcida das tricoletes pelo belo e “inteligentíssimo” mosaico feito nas arquibancadas do Maracanã. Perfeito. Ser freguês do Vasco, realmente, É O DESTINO! Parabéns. Dessa vez, as bibas se superaram.

Falando do jogo, vitória MAIÚSCULA do Vasco. Não to nem aí se jogamos 11 contra 10 a maior parte do tempo. Se o Fred se descontrolou – Ah, que isso, elas estão descontroladas!!! – com o jovem Jomar, problema dele. E naquela altura da partida, já vencíamos por 1 a 0. Nós fizemos a nossa parte. Jogamos com seriedade, colocamos a bola no chão e fizemos o placar. PONTO!

Problema das tricoletes é problema das tricoletes. Não temos nada a ver com os chiliques alheios!
O que mais me deixa impressionado é que, a cada vitória do Vasco diante do FlUnimed, mais evidente fica a questão
Tradição x Dinheiro.

Desde que a Unimed comprou o antigo Fluminense, o retrospecto a favor do Vasco é IMPRESSIONANTE.
São 23 vitórias vascaínas, 10 vitórias da Unimed e 24 empates.
E depois ainda dizem que camisa não ganha jogo sozinha, hein?
Ontem, mais uma vez, entramos em campo com um time tecnicamente inferior ao adversário, mas saímos, MAIS UMA VEZ, vitoriosos.

Dinheiro pode comprar muitas coisas, amigos, mas tradição se adquire! Somos GIGANTES, sempre seremos GIGANTES.
Às vezes fico imaginando o que teríamos ganho caso tivéssemos um patrocínio deste porte por tantos anos.
Uma certeza eu tenho: Não ficaríamos somente nos 2 títulos brasileiros e uma Copa do Brasil.
Mas deixa isso pra lá. Não se discute com freguês. Como diz o ditado, ele tem sempre razão!!hehehe

Voltando a falar especificamente do jogo, começamos um tanto quanto nervosos. O Flu iniciou pressionando a nossa saída de bola e quase abre o placar numa falha do inexperiente Jomar. Ainda bem que o Rafael Vaz estava ali para tirar a bola que já tinha passado pelo Diogo.

Pouco tempo depois, fizemos 1 a 0 com o REI. Sim, ele voltou. Juninho aproveitou um cruzamento do Pedro Ken e bateu forte, sem chances pro Cavalieri.
Em seguida, o nervosinho Fred foi expulso e o Vasco soube controlar bem a partida até o fim do primeiro tempo.

Já começamos o segundo com tudo e André, após passe GENIAL do Juninho, tocou por cima do goleirão. 2 a 0.
Tomamos um gol bobo numa falha de marcação do Nei e na indecisão do Diogo Silva. Sentimos o baque, levamos uma pressãozinha, mas as tricoletes tiveram mais um jogador expulso e as coisas facilitaram de vez pro Vasco.
Tenório fechou o caixão de cabeça, aproveitando um escanteio cobrado pelo Felippe Soutto.
3 a 1 e XÔÔÔ ZICA!!!

Agora teremos o Criciúma como próximo adversário. Jogo será no Caldeirão de São Januário. Tô apostando que estará abarrotado de gente!!
Vitória importantíssima e convincente.
Continuamos a ter um time razoável/fraco, mas já é possível ver uma luz no fim do túnel.

Mais uma vez, obrigado, FluminenC!!
Ah, não deixe de pagar a Série B, ok? Não nos esqueçamos disso.

Atuações

Diogo Silva – Fez algumas boas defesas, mas falhou no gol tricolor. Acredito que possa evolui com o decorrer do campeonato. Tem ótimo reflexo e boa reposição de bola.

Nei – Partida aguerrida. Correu muito, se dedicou demais, mas errou na marcação do Carlinhos no momento do gol. Fez sua melhor partida com a camisa vascaína.

Jomar – Cometeu um erro grave no primeiro lance do jogo que quase resultou no gol tricolor, mas se recuperou e fez boa partida. Só de ter desestabilizado o Fred já merece nota 10. Hehe.

Rafael Vaz – Um MONSTRO em campo. Perfeito na defesa, fantástico na saída de jogo e nos lançamentos. Esse rapaz vem surpreendendo. Ponto para o René, que insistiu tanto na sua contratação. Partida primorosa.

Henrique – Tímido. Fez o feijão com arroz, não comprometeu, pouco apareceu na frente. Partida correta. Tomou cartão amarelo bobo e acabou sendo substituído por precaução. Vamos observá-lo melhor nas próximas partidas.

Sandro Silva – Um leão em campo. Comete alguns vacilos na saída de bola, mostra certa displicência em determinados momentos do jogo, mas tem qualidade e boa pegada. O drible que ele deu no Digão foi “qualquer coisa”, hein?

Wendel – Boa partida. Deixou alguns espaços na marcação, mas se dedicou bastante. Carimbou o travessão do Cavalieri ao cobrar uma falta na entrada da área.

Pedro Ken – Se mostrou mais ligado no jogo. Fez o cruzamento pro primeiro gol do Vasco, ajudou na marcação, mas é um jogador lento, sem sangue. Não tem a mínima condição de ser titular deste time.

Juninho – Um retorno MÁGICO ao Vasco e ao Maracanã. Mesmo sem ritmo de jogo, comandou o time em campo. Fez o primeiro gol, deu o passe milimétrico pro segundo e deixou o adversário tonto. Muita qualidade, muita inteligência, muita disposição. O craque do jogo!!

Éder Luis – Deu pequenos sinais – xiii, to parecendo o Auteórico falando – de evolução. Mesmo ainda bem longe de ser “aquele” Éder de 2011, já mostrou uma outra atitude em campo. Acertou mais do que errou. Milagre!!

André – Excelente partida. Participativo, raçudo. Fez muito bem o pivô ali na frente, infernizou a zaga tricolor, acertou uma bola na trave e ainda fez o gol dele. Um dos melhores em campo.

Tenório – Entrou na metade do segundo tempo e marcou o terceiro gol vascaíno.

Felippe Soutto – Bom jogador. Organiza bem o jogo, tem um razoável poder de marcação. Ainda será bastante útil.

Fabio Lima – Tem qualidade. Garoto tem futuro. Só espero que este futuro seja no Vasco.

Contratações

Gostei DEMAIS das novidades do fim de janela. Fágner é o melhor lateral direito deste país e nos ajudará muito neste Brasileirão e Copa do Brasil.

Guiñazu é fantástico. Jogador que dá outra vibração ao time. Corre feito um louco, marca como poucos e tem boa saída de bola. Ele e o Sandro Silva ali na frente dos zagueiros... Sei não, hein? Se a bola passar, DUVIDO que o adversário passe. Hehehe
Diretoria acertou em cheio nas contratações.

Ainda precisamos de um lateral esquerdo, zagueiro e, talvez, mais um meia.
Goleiro??? Vou dar um voto de confiança ao Diogo. Espero não me decepcionar. O garoto entrou em duas fogueiras e se saiu bem.

Estamos evoluindo!!

E se a coisa tá ruim, chama o FLU!!!

Detalhe

Parabéns ao Dorival. Está conseguindo consertar as bobagens que o falastrão deixou pra ele. Aliás, como anda o Autuori lá pelos lados do Morumbi? Muitas vitórias? Muitos gols marcados? Como está a “força mental” do elenco São Paulino???
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Perdão pelo excesso de brincadeiras. Não me contive.

Abraços e Saudações Vascaínas

Mauro Segadas
Twitter: @VascoJuve


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Coluna Cesar Augusto Mota-Agitação dentro e fora de campo


Olá, amigos vascaínos!

 

Infelizmente o Vasco não foi bem nos últimos jogos, duas derrotas que nos levaram para as últimas posições, várias preocupações, mas algumas  esperanças. Contamos agora com um novo treinador e aos poucos acordos vão sendo feitos e patrocínios vão sendo anunciados. Há alguns pontos que valem discussão, vamos a eles.

 

Troca de comando

 

Como falei anteriormente, trocar de treinador foi uma boa, primeiro porque Paulo Autuori já estava desgastado com os problemas do clube, segundo, que ele não conseguiu dar padrão tático a equipe, e, por último, que já estava acertado com o São Paulo antes de comunicar decisão na sexta-feira que antecedeu ao jogo contra o Internacional. Ter saído em um dia e se apresentado dois dias depois em outro clube pegou muito mal para Autuori. O técnico se queimou com a torcida, e pode acontecer com ele o mesmo que com Celso Roth, ser hostilizado quando enfrentar o Vasco em São Januário e ser considerado persona non grata, com as portas fechadas para um retorno.

Dentre as opções no mercado, Dorival foi a escolha da diretoria, não havia plano B, conforme o diretor-geral Cristiano Koehler. Um velho conhecido voltou, trabalhou num período de reconstrução do clube, e agora terá outro.

Conhecer o clube e grande parte das pessoas que trabalham já ajuda Dorival, mas isso não basta, o plantel é inchado, com mais de 40 jogadores, e isso tumultua qualquer trabalho. Nos poucos dias em que está trabalhando, Dorival está dando oportunidades a atletas como Lorran e Henrique, da base, e vai ter que refazer a equipe, tendo o trabalho de Paulo Autuori de ser jogado fora.

Que Dorival é competente e possui um currículo respeitável, ninguém nega, mas sozinho não pode fazer milagre, o clube está se movimentando para acertar as finanças e, consequentemente, contratar jogadores melhores, mas não está fácil. As certidões negativas ainda são aguardadas, novos patrocinadores chegaram também, para a Caixa são necessárias as CND’s, houve assinatura ontem com Nissan e pode vir LG. O Vasco vai tentando se arrumar, isso nos motiva, mas dentro de campo a situação é preocupante, precisamos de mais reforços, principalmente para o gol e outro zagueiro.

 

 

Reforços

 

Na última semana e também nesta, tivemos novidades. Juninho voltou ao clube após não se adaptar ao futebol norte-americano e agora jogadores anunciados hoje. Willie, do Vitória, e Fágner, após passagem apagada pela Alemanha. Não conheço o primeiro, mas o anúncio da volta do segundo não só nos pegou de surpresa como gerou muita satisfação.  Fágner deixou muitas saudades, um lateral que apoia e cruza muito bem, apesar de problemas na marcação, mas depois que saiu, ninguém emplacou em sua posição. Quem sabe o futebol de Éder Luis volte, já que ambos tinham um entrosamento muito bom antes da negociação de Fágner em julho de 2012. Willie é mais um atacante que chega, o setor já está inchado, ele terá que jogar muito, e veremos se terá chance de jogar.

Nosso meio campo vai ganhar muito com Juninho e Montoya, o Reizinho de volta e perto dos súditos, com seu excelente passe e espírito de liderança, e Montoya com sua habilidade para sair jogando e rapidez. O primeiro já está regularizado, que o segundo possa ser a tempo. Precisamos de rápidas mudanças, o campeonato está indo para a oitava rodada, mas não se pode demorar.

 

Parte final

 

Além de reforços, necessitamos também de dispensas, são mais de 40 jogadores, não dá para Dorival Júnior resolver um bom trabalho e para desinchar a folha de pagamento. É desagradável ver que no grupo ainda estão Robinho, Leonardo, Enrico, André Ribeiro, e esses não estarem jogando. Dorival tem que passar a faca e a diretoria dar um jeito. Por menos quantidade e por um elenco melhor.

Lamentável essa polêmica em torno do Maracanã, acerca dos lados e também da carga de ingressos. Sabemos que há modernidade, que está surgindo uma nova cultura no futebol, mas há direito adquirido e tradição. Sem tradição, não há identidade, e sem identidade, não tem futebol. Ridículo o que foi feito com o Vasco, cuja torcida estava acostumada a ficar no mesmo setor há 63 anos e, de repente, lhe é tirado esse direito. O Fluminense está fazendo valer o que estava em contrato com o Consórcio Maracanã, mas era preciso mexer com os lados das torcidas e colocar isso em contrato? Além do Fluminense ter provocado ira, houve deslize do consórcio, o risco de violência vai ser ainda maior, e não sabemos o que pode acontecer no dia do jogo. Lamentável mesmo.

Vamos torcer para que não aconteça confusão no clássico, que Montoya seja regularizado a tempo, assim como Fágner, e que venham certidões negativas e patrocinadores. Queremos que o Vasco acorde, e não seja coadjuvante. Vamos Vascão!

Obrigado a todos, até a próxima.

 

Cesar Augusto Mota


Twitter: @rasecmotta11

E-mail: rasecmotta@uol.com.br