Cristiano Mariotti

domingo, 14 de abril de 2013

Coluna de Andy Allah - Dedé, um ídolo que sempre gerou debate entre vascaínos

Olá Galera do Gang, o assunto do momento é o Mito e a sua transferência, pois bem, pretendo debater a respeito das várias discussões que os torcedores vascaínos já tiveram por causa do zagueiro Dedé um dia, durante esses quatro anos de Vasco da Gama, ao longo de sua passagem no clube. 

Anderson Vital da Silva foi contratado em 2009, junto ao Volta Redonda. Com poucas chances no elenco, a primeira vez que fomentou uma discussão ocorreu um ano depois, quando o Vasco iria disputar a semifinal da Taça Guanabara, contra o Fluminense e na semana decisiva, o beque deu uma entrada forte na então estrela do time, Carlos Alberto, um dia antes do jogo. Naquela época, eu e acho que 95% dos vascaínos falamos mal e pedimos a saída do “estabanado Dedé”. Por sorte CA jogou, mas visivelmente sem a mesma mobilidade e mesmo assim vencemos, nos pênaltis. Falei em sorte porque se não vencêssemos aquela partida, não tenho dúvidas que um resultado negativo deixaria a estadia do zagueiro insustentável.  

Depois houve a questão de quem seria melhor; Mito ou Anderson Martins, esse debate ficou mais acirrado, ao longo da disputa da Copa do Brasil de 2011. Minha opinião é que apesar de ser menos badalado, o defensor, hoje no Catar, estava em melhor fase, mas ambos foram monstros na competição. 

Com a conquista do inédito título, um ídolo, uma referência para milhões de torcedores solidificava e após as atuações perfeitas como no dia em que literalmente parou Neymar e ainda fez gol na vitória do Vasco, por 2 a 0, contra o Santos, em São Januário, pelo Brasileirão de 2011, a campanha criada no início daquele ano; Não se Vende Dedé, ganhou mais corpo com algumas investidas do futebol do leste europeu.  Na opinião geral era quase que unânime que a diretoria tinha que renovar e continuar contando com o futebol do melhor zagueiro do Brasil e foi atendida.

Aí veio as lesões em 2012 e um retorno no ano seguinte bem aquém do que esperamos, perdendo jogadas na velocidade, levando dribles que não costumava levar e começaram a vir perguntas se não seria a hora de vendê-lo. 

Isso perdurou até meados de março, quando devido ao rombo financeiro que o clube ficou, por causa das inúmeras falhas da atual gestão, o diretor geral, Cristiano Koehler, informou a necessidade da venda. Era a primeira vez que um representante do Vasco colocava as cartas na mesa.  Indignados, porém resignados nós torcedores discutíamos agora a ida do Mito para fora do Brasil (Manchester United, Liverpool, Juventus, Milan) e a não liberação para o Corinthians. 

Eis que nesse momento tudo mudou, outros times brasileiros viram que o nosso clube precisa de forma urgente tanto de grana, quanto de atletas, não para compor elenco e sim jogadores que venham para ser titulares e começou a enxurrada de propostas de troca (Cruzeiro, São Paulo, Corinthians). Com isso um novo debate sobre o nosso ídolo começou: Com a eminente saída de cena da venda para o futebol internacional, qual a melhor proposta nacional será melhor para o Gigante da Colina?

Está vendo amigos, o nosso zagueiro sempre foi um bom motivo para inúmeros debates! Eu sinceramente queria e muito a permanência dele em São Januário, mas como essa condição tem 0,00001 de acontecer, qual seria o melhor para o Vasco? Receber um dinheiro a mais e transferi-lo para a Europa, ou receber menos, porém conseguir alguns jogadores? 

A minha resposta é... Não sei.

Ser for jogar fora, o Vasco ganhará mais dinheiro, mas depois do que ocorreu nos casos de Rômulo, Allan e Diego Souza, eu não confio que conseguiremos repor a ausência de Dedé e reforçar o plantel. Agora se sair para um time brasileiro, o clube ganha bem menos dinheiro, corre o risco de a figura do ídolo ser perdida, entretanto peças de reposição virão, mas todas incógnitas, por serem refugos de outras equipes. 

Em tempo

Na boa, independente do desfecho, não desejo ao Mito a famosa maldição da colina, que já atingiu muitos jogadores (Alex Dias, Leandro Amaral, Morais, Ramon & Cia). Sei que muitos querem que ele se ferre se for jogar no Brasil, não é o meu pensamento, Dedé ao longo do tempo em que vestiu a camisa cruzmaltina, sempre se entregou ao máximo, tendo uma séria lesão justamente pelo número excessivo de jogos.

Exemplo claro foi dado ontem, que atleta em pé de ser negociado jogaria entrando em divididas contra um Quissamã, em um jogo que não vale nada? A cena do Mito beijando o escudo após fazer o primeiro gol do Vasco foi muito emocionante, ali não precisou ele falar nada para mostrar o quanto gosta do clube  Posso estar sendo ingênuo, mas não vi o jogador forçar barra para sair. 

Enfim, vamos ver no que vai dar essa história toda e torcer para que façam a coisa certa. Essa última proposta do Cruzeiro de quatro milhões de reais, mas a porcentagem que a Raposa tem no passe de Pedro Ken e um jogador, que seria Lucas Silva é ridícula. Não vai resolver nenhum dos nossos problemas, fui setorista do time Celeste no ano passado, posso afirmar que o Lucas é um jovem volante bom de bola, mas precisa de experiência e o Gigante da Colina precisa de soluções imediatas. 

Põe Ricardo Goulart e Léo na jogada e aí seria menos ruim, a diretoria tem que pensar que estamos negociando o melhor zagueiro do Brasil!


Bom domingo a todos e fiquem com deus!


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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Carlos Alberto é um Câncer. Por José Carlos Prata

Olá galera do Gang do Bacalhau Vasco.
Semana de muita expeculação pelas bandas da Colina,e o assunto da hora é CT e Dedé,além de outros.
Bem acho que Dedé pode começar a fazer parte do passado do Vasco,apesar de ainda fazer parte do clube,mas pelas últimas informações ele nem deve disputar o brasileiro pelo clube,chato nisso tudo,é que ainda pode jogar por um clube brasileiro,mas se isso for ajudar o clube em alguma,que na minha opinião,não resolverá muito tudo bem,faz parte do futebol.O Vasco vai seguir com ou sem o Dedé ou qualquer outro jogador.Vamos aguardar também pois, no Vasco ninguém confirmou nada sobre proposta alguma.

Jogadores de Peso:
Autuori disse que o Vasco precisa de jogadores de peso. Ora Sr. Autuori agora me conte uma novidade,pois,um time como o Vasco não vive sem um jogador desse nível,olha a situação que nos encontramos no momento por só ter jogadores de baixo nível,com rara exceção do Dedé.
O Autuori só não me venha com esse papinho de que o C. Alberto é um nome e jogador de peso,pois o único peso que o C. Alberto é no Vasco é um peso MORTO,pois já criou problemas,não joga o que se paga e além disso o C do menino significa C de Crise e de Câncer,um jogador inútil e que nem 10% da torcida do Vasco o quer em SJ.
Carlos Alberto se tiver um pouco de respeito e amor a sí próprio deve ser o primeiro a pedir para não renovar,do contrário pode esperar mais problemas para ambos,clube e jogador.

Fala Muito!
No Vasco tem o problema de se falar demais,todos menos o Koehler que pouco aparece,mas trabalha,falam demais,falam tanto que se perdem nas próprias palavras.
Deveriam aprender um pouco com o Sr. Antonio S. Calçada,que na sua época falava pouco e fazia muito pelo Vasco.

Carlos Leite:
Um dos jogadores da base que renovou com Vasco por 4 anos Guilherme Costa pertence ao Sr. Carlos Leite que anda direto nas bandas sujas da Gávea e podem acreditar,a rernoavação do C. Alberto tem haver com a renovação deste menino,pois se C. Alberto não jogar no Vasco,não vai jogar em mais lugar nenhum.

Saudações Vascainas a todos.
José Carlos Prata @JCPRATA_01

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cristiano Mariotti: O INIMIGO DO BOM

Uma das primeiras declarações de Paulo Autuori como técnico do Vasco às vésperas de seu primeiro jogo diante do Olaria foi de que não basta para ele, Autuori, um time vencer sem convencer. De que o ideal e o que ele iria buscar seria um time que vencesse e convencesse sobre seu futebol, perante os adversários e à torcida.


Logicamente e entusiasta conforme é, Autuori sabia em seu íntimo pessoal que isso não seria possível. Pelo menos, nesse momento, com esse time mais especificamente. E vou mais além: com a situação atual de nosso balneário do futebol: sem salários, vencimentos sendo pagos a um grupo seleto de profissionais, ficando a promessa de quitação do restante para outra semana, jogadores aparentemente desmotivados e cabisbaixos, sem a devida vontade de vencer que um grupo que trabalha em um clube como o Vasco deveria ter.

Não assisti ao desastroso jogo em que nosso time perdeu, mais uma vez, para o Botafogo. Desde a derrota institucional fora de campo ao não fazermos valer nosso DIREITO de mando de campo até a culminante derrota em dia que, para mais ajudar, ainda contou com uma atuação desastrosa de nosso goleiro, Alessandro. Esse sim e tal como Fabiano naquela derrota em 2005 pelo mesmo placar frente ao Baraúnas pela Copa do Brasil, creio que dificilmente voltará a defender a nossa meta. E penso que nem deveria. Assim como não vejo em Michel Alves o goleiro ideal para Vasco. Hélton, que está praticamente de saída do FC Porto e que gostaria de retornar, seria minha opção para repatriar nesse momento.

Nesse mesmo dia, assisti a horas depois (já em casa, depois de mais um dia inteiro de trabalho) ao jogo do Atlético-MG. E pensei comigo, de forma sincera, objetiva e sem rodeios: tal como o mesmo adversário (também alvinegro) que nos derrotara momentos antes, o Galo não possui a quantidade de torcida que possuímos; recebe menos de cotas de TV do que nós; não possui em tese os mesmos valores de patrocínios que possuímos hoje; passou durante anos e mais anos vendo seu principal rival celeste a chegar às grandes conquistas, sendo hoje a maior torcida do estado mineiro e com mais percentual de torcida do que o Galo em todo país; não se fala em dirigente profissional querendo aparecer mais do que qualquer um membro da diretoria; há um Presidente reconhecidamente atleticano de coração, que manda e que todos reconhecem seu comando, identificado com seus torcedores, inclusive.

Mas possui um patrimônio com um CT de treinamentos de primeira grandeza; possui um comando sempre presente perto dos profissionais; possui dinheiro para investimento e um time bem dirigido e competitivo. Joga, hoje e depois de muito tempo no cenário nacional afastado da possibilidade das grandes disputas por títulos bem maiores do que somente o Campeonato Mineiro, o futebol mais vistoso do Brasil, quiçá das Américas. Ressuscitou um craque que a “Flapress” já dava como acabado para o futebol e que é o capitão desse grupo, que fez ressurgir no torcedor do Galo, depois de muito tempo, seu sentimento de autoestima pelas grandes disputas. Tal como o Vasco, o Botafogo, o Palmeiras, o Corínthians e o Grêmio, o Galo já esteve na segunda divisão também. E quase para lá voltou em algumas oportunidades, durante esse hiato entre seu retorno e o belo momento em que vivencia agora.

Tudo isso nos leva a crer que não se troca de dois níveis completamente antagônicos entre si em curto espaço de tempo. Tal como uma montanha, há uma escalada. E o Vasco escalava, mas derrapava. Tropeçava em suas “próprias pernas”, caía, se levantava, parecia que engrenaria, mas retrocedia. Parecia que seriam mais alegrias do que tristezas a partir de 2011, mas tudo retrocedeu. Em suma: não aprendemos a ser constantes, com um desenvolvimento sustentável sobre um trabalho. Muito pelo contrário: as pessoas saíram e o modelo de gestão sustentado por essas pessoas saíram junto com as mesmas. Hoje, estamos de volta à estaca zero, e dali (mais uma vez) é que partiremos para o restante do ano.

E por isso que, voltando ao discurso otimista de Autuori dentro de campo, não encontramos respaldo para dizer que um time deve vencer e convencer. Não há o ótimo sem se achar o bom primeiro. Nesse momento, estamos há anos-luz de ambos, e vencer nesse momento, mesmo da forma como foi nesse último domingo perante o Friburguense no esvaziado São Januário, já seria o suficiente. Com esse time, com esse grupo, com essa mentalidade, com esse projeto de retomada de uma gestão profissional, com as dificuldades de se colocar em dia os salários dos profissionais e de se contratar reforços...enfim, até mesmo com a velha morosidade em se implantar um plano de sócios decente, prometido desde agosto do ano passado, e que até o presente momento NADA de anúncio oficial, não tem como se pensar em ser ótimo, em grandes vitórias, tampouco em conquistas. Infelizmente!

Tal como em 2011 que tivemos o pior início de Taça Guanabara de nossa história, dois anos depois (2013) e após a patética e covarde perda de mais uma final de turno de estadual tivemos o pior início de Taça Rio, difícil é imaginar que, ao meio de tantas dificuldades, de tantas trapalhadas, de tantas decisões tomadas pela diretoria de forma errada, do ceticismo que tomou conta da maior parte de nossa torcida em contar com um time ao menos digno de respeitar nossas tradições, teremos uma retomada de prestígio e de autoestima que nos inflou durante o restante daquele mesmo ano, considerado como “ponto fora da parábola” nesses últimos treze anos de massacre ideológico. Não dá para imaginarmos sequer o bom, tampouco um ótimo restante de ano.

O que nos resta, então, é imaginar que, ao menos, poderemos ter com um esforço de trabalho dentro e fora de campo e mais uma dose de apoio do vascaíno desprovido de egocentrismos, politicagens, vaidades e que ainda tiver coração forte para tantas decepções para que o ano aparentemente terrível que ainda se desenha para nós, agora, termine da melhor forma possível. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Coluna do Mauro Segadas - Tá brabo!!


Olá, amigos.

Difícil falar alguma coisa após mais uma derrota neste Estadual. 3 a 0 pro Botinha é dose!!
Que Taça Rio, hein? Estamos eliminados na quarta rodada. Lembra muito aquela Taça Guanabara de 2011.
Pensei que nunca mais fosse ver o Vasco fazer campanha tão ridícula, tão bizarra como aquela. Infelizmente a história se repetiu e agora só voltaremos a disputar algo relevante no final de maio, quando se inicia o Brasileiro.

Uma rápida análise do jogo.

Primeiro tempo igual. Jogamos razoavelmente bem e tivemos algumas chances de gol. O Botinha também teve lá seus momentos de perigo.
No segundo tempo a coisa desandou.
Tomamos o primeiro gol após nosso “goleirão” espalmar a bola nos pés do atacante (???) Rafael Marques.

Após o gol, nada mais deu certo. O Alessandro voltou a falhar bisonhamente e tomamos o segundo. Pra completar a lambança, o “garotão” ainda resolveu colocar a mão fora da área num lance com o Bruno Mendes e acabou expulso.
Acho que ele não voltará a ser titular no time. Já deu!
O problema é que no seu lugar entrará o instável Michel Alves. Dá pra confiar? Vem Brasileirão pesado por aí.
Acho melhor colocarmos na lista de contratações prioritárias um goleiro de nível.

Bom, só pra fechar a história do jogo, ainda tomamos o terceiro gol num lance em que a bola procurou o atacante botafoguense.
Quando a fase é ruim, tudo dá errado, amigo!

Nei, Renato Silva, Sandro Silva, Wendel, Carlos Alberto, Éder Luis, Tenório, Felipe Bastos... Olha, nem sei o que falar desses caras.
Dá vontade de mandar embrulhar tudo num saco só e enviar pra Cochinchina.

Vou repetir o que venho falando insistentemente no Twitter, Facebook, Blogs...
Precisamos de soluções, não de apostas.
Chega de trazer jogador “discutível”. Nossa situação exige a chegada de jogadores que entrem no time IMEDIATAMENTE e resolvam.
Estou lendo que o Vasco está prestes a fechar com o Edmilson, que “brilhou” no Palmeiras em 2003/2004.

Na boa, se fosse no inicio do ano, beleza. Não tínhamos NINGUÉM. HOJE precisamos qualificar o elenco, não quantificá-lo.
Nem sei se esse cara é bom ou não (Confesso que não lembro da figura), mas é mais um que chega com a desconfiança de todos. Se errar dois passes no primeiro jogo, já vai ter neguinho xingando. Culpa da nossa situação atual.

O cara pode até ter potencial e tal, mas sofrerá uma pressão absurda e por isso precisamos de quem chegue com moral, que tenha cabeça para suportar o Caldeirão fervendo.
Só isso. Nada contra o rapaz. Ainda mais sendo indicação do Autuori.




Sei que nossa situação financeira irá melhorar em junho/julho, mas precisamos começar desde JÁ a montagem desse elenco pro Brasileiro. Ver quem presta e quem não presta.
Não quero sustos, pelo amor de Deus!!
Não tenho saudade nenhuma daquele fim de 2008 e TODO o ano de 2009.

Vamos reagir, Vascão!!

Abraços, amigos.

Mauro Segadas
@VascoJuve

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cristiano Mariotti: DESCONSTRUINDO ESTORINHAS


A situação VERGONHOSA de constatação do estado de risco de uma construção como o Engenhão (que gastou milhões de reais do dinheiro público para apenas seis anos de uso) reacende a polêmica sobre a utilização do ÚNICO estádio hoje, na capital fluminense, em condições de abrigar grandes jogos que é o estádio privado de São Januário.

Templo sagrado da torcida vascaína, erguido pela mesma e sem um centavo sequer de dinheiro público investido. Outrora palco de grandes eventos, até mesmo de desfiles cívicos e pronunciamentos do Presidente da República à época Getúlio Vargas, São Januário já comportou finais de campeonatos, tais como a primeira partida da final da Copa Libertadores da América de 1998 e da Copa Mercosul de 2000, e mais recentemente a primeira partida da final da Copa do Brasil de 2011. Símbolo de resistência de uma instituição contra os rivais que queriam ver o Vasco longe da Liga sob pretexto de não ter estádio próprio, hoje poderia ser a solução para esses mesmos mandarem lá suas partidas, aceitando em contrapartida que os grandes clássicos fossem lá realizados no período sem Maracanã e sem outras alternativas.

Se muitos ainda se apegam em um incidente que ocorrera na final do Campeonato Brasileiro de 2000 para contra-argumentar sua utilização, se esquecem de que, no entanto, tratou-se de um fato isolado, irresponsável mas sem consequências de morte ou de graves ferimentos irreversíveis para as vítimas, ao contrário do que, por exemplo, ocorrera no outrora “maior do mundo”, durante a final do mesmo campeonato nacional em 1992, em que com a queda do alambrado, ainda assim e ao meio de tantos feridos graves e com um cordão de isolamento feito pelos próprios torcedores do arquirrival, houve jogo normalmente, em uma prova maior de irresponsabilidade até hoje não dita de forma clara pela mesma parte da imprensa que hoje condena São Januário para eventos dessa natureza.

Ou então, o que dizer do tiro disparado das antigas cadeiras azuis na final da Copa América de 1989, Brasil 1 vs 0 Uruguai, acidentando ao pai de um jovem em sua cabeça durante a comemoração do gol de Romário à época? Em mais uma prova de que a segurança no estádio que tantos formadores de opinião pregam, muitas vezes, se torna falha, independentemente da praça de desporto ou do público presente na mesma.

E ainda sobre esse mesmo incidente da final de 1992 em pleno Maracanã: o acontecimento levou ao governo do estado a fechá-lo para reformas durante seis meses. Como consequência, tivemos um Campeonato Carioca durante o segundo semestre do mesmo ano com a grande maioria de seus grandes clássicos disputados em São Januário. No caso do Vasco, TODOS seus clássicos (tanto na Taça Guanabara quanto na Taça Rio) foram lá disputados, em tempos em que o Vasco tinha expressividade e representatividade junto às federações. Como “retaliação” (a si próprios em primeiro lugar), os eternos parceiros Fla-Flu preferiram mandar um de seus jogos no Estádio Italo Del Cima, em Campo Grande. Lugar apropriado na época para quem não reconhecia a nossa praça de desporto como de grande valia para eventos de alto nível.

Em síntese e para mim, não existem argumentos tão ou mais graves no interior de um estádio como esses dois últimos citados ocorridos que me convençam sobre a não-utilização de São Januário como casa para grandes jogos de clubes do Rio de Janeiro (clássicos regionais, inclusive) na ausência do Maracanã e do Engenhão. Se contra São Januário pesa o eterno argumento das ruas estreitas e de difícil acesso, o que dizer das ruas do entorno do recém-interditado estádio, então? Se o argumento for a briga entre as torcidas em seu entorno, o que a segurança pública tem a dizer sobre os tiroteios e as brigas entre torcidas na estação de trem na Ala Sul, no interior da praça de alimentação do shopping localizado no bairro adjacente e nessas mesmas ruas igualmente estreitas (tal como no relegado São Januário) em seu entorno? E o mesmo nos entornos do Maracanã, algo que sempre teve desde que me conheço como torcedor de futebol e frequentador assíduo dos estádios? Nas vias de acesso público, inclusive? Será que a violência só existe nos entornos de São Januário, mesmo não reurbanizado ainda?

É estarrecedor quando a segurança pública – órgão do governo do estádio cuja OBRIGAÇÃO é garantir a segurança da população – afirma que não garante a segurança para jogos no Estádio Vasco da Gama, quando em um exercício de competência e de boa vontade, a segurança pública do estado paulista, por exemplo, garante a segurança em grandes clássicos regionais disputados na Vila Belmiro, estádio dos Santos FC, tal como garantia no Palestra Itália da SE Palmeiras (antes de seu fechamento para reformas) e até mesmo em clássicos disputados no interior paulista.

Ainda mais estarrecedor quando as mesmas autoridades são capazes de autorizar jogos entre grandes torcidas, muitos se deslocando a mais de cem quilômetros da capital e com risco de se encontrarem pela Via Dutra ou por ruas ao redor do Estádio da Cidadania, em Volta Redonda. Com todo respeito ao belo estádio da cidade do Sul-Fluminense, os mesmos problemas de ruas estreitas e de divisão de torcidas no interior desse estádio (sem um muro ou um vão específico) poderiam ser utilizados como argumentos para proibir a sua utilização. Ao contrário disso, são ignorados por quase todos da mídia esportiva. Já quando se trata de São Januário, é encarado como uma temeridade liberar a divisão igual de ingressos para ambas as torcidas. Quais são os argumentos para que nos convençam de que, no Estádio da Cidadania e mesmo sem qualquer divisão em concreto, isso seja possível e em São Januário, não?

Que fique bem claro que, obviamente, o Maracanã (assim que liberado) deve voltar a ser o palco dos grandes clássicos do Rio de Janeiro. Afinal, é um estádio do Rio de Janeiro construído com dinheiro público do contribuinte, e portanto, É NOSSA CASA TAMBÉM. No entanto em sua ausência, soa como desprezo relegar a utilização de São Januário. Aparenta ser muito mais uma questão de má vontade com o clube ou ainda, questão de não querer dar a mesma vantagem no qual o Botafogo vem usufruindo há tempos ao Vasco.

Sobre o TAC (mal redigido e assinado sob a complacência do ex-VP Jurídico e do nosso atual Presidente), trata-se praticamente é um termo proibitivo, intimador em seu conteúdo, e não somente ajustador como haveria de ser. Uma vez que o Vasco cumprisse tais exigências explicitadas nesse termo, haveria de se posicionar para que, no próximo Campeonato Carioca e em caso de fechamento do Maracanã e do Engenhão, houvesse uma assinatura de TODOS os clubes concordando em jogar em nosso estádio nos jogos em que o clube tivesse direito ao mando de campo. Medida sensata, dentro do que foi estabelecido pelo termo e sem maiores contestações das autoridades, que por conseguinte, não teriam argumentos mais para tal proibição.

Se o Vasco realmente deseja exercer seus direitos, o caminho é esse. Do contrário, vira bravata de nosso diretor-executivo Renê Simões e gerundismo de nosso Presidente, que horas antes na última quarta-feira, afirmara (em mais um discurso gerundista): “estamos trabalhando para mandar nosso jogo contra o Botafogo em São Januário”; e que horas depois, no mesmo dia, viria a confirmação do que todos já desconfiavam: nada feito!

sexta-feira, 29 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA!!! Por José Carlos Prata

Olá torcedor Vascaíno.
Ás coisas não andam muito bem para nosso clube e nosso time,nem dentro e nem fora de campo,mas Vasco é Vasco,e ainda espero que a diretoria enxergue o que grande parte da torcida já viu e gostaria que acontecesse.Vamos em parte:

Reforços: Claro que todos já viram que com esse elenco não vamos há lugar nenhum,se estamos tomando ferro nesse campeonato de fundo de quintal todo desarrumado,imaginem no Brasileiro,que é um campeonato na minha opinião muito forte.

Dispensas: A torcida do Vasco,já não aguenta mais ver alguns jogadores passando na porta de S. Januário,que dirá jogando no Vasco,mas em particular,tem o C.Alberto que além de um jogador caro demais é totalmente improdutivo e na minha opinião pessoal,um falso lider e que prejudica o grupo e ao time táticamente. Mas posso garantir que o grupo de jogadores gosta dele,pois,ele até briga pelos direitos finaceiros do grupo,tanto no Vasco,como fora dele. Mas ainda tem o Feltri,o A. Ribeiro e outros que acabam sendo contratados sabe lá porque?
Ai alguém pode perguntar, e o Eder Luis? Bem,digo que ainda acredito que Eder ainda pode ser bem aproveita no Vasco e voltar a jogar aquele futebol da CB.

Autuori: Acho que com mais uns 4 ou 5 jogadores de bom nível ele pode fazer o time do Vasco chegar um pouco mais longe,não acredito em títulos,pelo menos esse ano,com excessão da CB que é tiro curto e se conseguir um padrão de jogo para o time,pode até ser que faça uma frente com os adversários,mas vai ter muito trabalho pela frente com o atual elenco que tem na mão,e com esse elenco e sem um jogador que chame a responsabilidade e seja um verdadeiro lider em campo,vai ser difícil demais.
Ainda sobre o Autuori,digo que foi uma bola dentro da diretoria,que vem deixando a desejar e muito com o clube e com a torcida.

Clássicos em S. Januário: Não acreditava que nem a PM,por experiência profissional minha e nem que a TV,deixariam isso acontecer por vários motivos. A PM,por não garantir que possa duas torcidas dividirem o estádio,pela situação do local em si que é o Estádio de SJ,não que ela não tenha capacidade,mas que se fujir do controle quem vai responder por isso? E ainda poderia sobrar para o clube. A TV,por ser mais vantajoso para ela um jogo longe do Rio e com os torcedores pagando para ver pela telinha,do que ir ao estádio,além da política contra o próprio Vasco. Mas vida que segue e a atitude do Pres. R.Dinamite foi boa de travar o bostinha.

Futuro; Acho que o Vasco e sua comissão técnica,deveria esquecer esse carioquinha,dispensar grande parte do atual elenco,emprestar alguns jogadores da base para uma experiência profissional,tentar arrumar a casa para o brasileiro,com uma boa pré temporada,contratações com cara de Vasco,e não com cara de time pequeno,pois,disso já estamos vendo e não estamos gostando do atual papel que vem sendo feito pelo nosso time em campo.

FELIZ PÁSCOA: Desejo a todos uma Páscoa de muita Paz e que o Senhor Jesus abençoe a cada um de vocês e os seus.
Mas para relembrar uma daquelas inesquecíveis, Vasco 5x1 sujos.
http://youtu.be/dYSoL6AeA5o

José Carlos Prata,
Um Vascaíno apaixonado @JCPRATA_01 @GANGDOBACALHAUVASCO

quinta-feira, 28 de março de 2013

Coluna Cesar Augusto Mota-Estréia indigesta


                                             Paulo Autuori fez sua estréia pelo Vasco no empate sem gols com Olaria
                                                  Foto:Wagner Meier / Agif / Agência Estado
 
 
Bom dia a todos os admiradores do nosso blog e aos vascaínos apaixonados e espalhados por todo país, ontem foi a estréia de Paulo Autuori  no comando técnico do Vasco, em partida realizada debaixo de um forte calor em Bangu e diante de um adversário considerado pequeno, Olaria. Mas o resultado e atuação não foram os esperados, e teremos que conviver por mais tempo com um ambiente carregado e cheio de cobranças por todos os lados.

Paulo Autuori teve pouco tempo para treinar e conhecer todo o elenco, chegou com um discurso de ânimo e esperança, que confia no que faz e que dará total apoio ao grupo que lhe foi entregue. Treinador tem que fazer isso mesmo, motivar seus comandados, conversar reservadamente com cada um e transmitir a todos eles seus métodos, objetivos e exigir comprometimento deles. Mas Paulo não é mágico, não mudará as coisas de uma hora para a outra, e o elenco não o ajuda, com poucas opções e enorme fragilidade técnica.

Ontem vimos um filme que já se repetia desde o início do Campeonato Carioca, com atletas ansiosos em demasia, nervosos, e totalmente desorganizados em campo. Vimos uma certa melhora na zaga, Dedé foi eficiente na cobertura e correu para corrigir erros de Renato Silva, que não conseguia correr e marcar os atacantes do Olaria, a equipe não levou gol, mas encontrou dificuldades para criar e por a bola na rede.

Paulo Autuori disse que queria o time avançando rapidamente e chegando próximo à área adversária, mas a equipe escalada contava com apenas 1 jogador ofensivo, Carlos Alberto, e 3 atletas mais defensivos, Sandro Silva, Wendel, e Fellipe Bastos. Não entendi essa formação, já que Paulo queria uma equipe jogando pra frente, com agilidade, e vimos 3 jogadores defensivos no meio e Carlos Alberto com dificuldades para vencer a marcação adversária e quase não ser produtivo na armação das jogadas.

Como não estava dando certo e o Vasco jogava contra o relógio, Paulo tirou Wendel, que não acertou um cruzamento e errou quase todos os passes, e pôs Pedro Ken, que mais correu do que marcou, e Thiago Feltri sacado devido a uma contusão para Elsinho ir para a direita e Nei ser puxado para a lateral-esquerda. E mesmo fora de posição, Nei atuou melhor na esquerda do que na direita, e enquanto em sua posição de origem foi mal novamente, sem subir tano ao ataque e com dificuldades na marcação. Ao atuar no lugar de Nei, Elsinho deu uma maior movimentação e o Vasco se aproximou mais da área do Olaria. Elsinho é uma ótima opção para Paulo Autuori trabalhar, e Nei não demonstra sinais de melhora, talvez um banco o ajude a refletir e trabalhar mais.

Nosso ataque? Pífio mais uma vez, e foi uma surpresa Tenório ter sido escalado desde o início e não ter saído de campo, mas está sem ritmo de jogo e quase não finalizou, e Éder Luis segue sua maré de azar, visivelmente abatido e sem confiança, chegou a chutar da pequena área, mas a bola carimbou a trave e não entrou.

Uma última tentativa de Paulo Autuori ontem foi trocar Fellipe Bastos por Dakson, pois o primeiro não ajudou no meio campo ofensiva e defensivamente, e Dakson, bom nas bolas paradas e acostumado a arriscar mais de fora da área, mas não ofereceu perigo ao gol de Moreno.

Foi uma atuação apática, triste, e com esse empate e outros resultados, o Vasco está praticamente eliminado da Taça Rio, está a 8 pontos atrás do líder Volta Redonda e só restam 4 jogos até o fim dessa fase, há ainda o clássico diante do Botafogo, que será no próxino dia 3 e em Volta Redonda, confronto remarcado por conta da interdição do Engenhão por problemas na cobertura do estádio, que corria risco de desabar com fortes ventos.

Paulo Autuori fez o que pode, a equipe não mudaria o jeito de jogar logo na primeira partida, mas o trabalho será intenso, e sozinho Paulo não conseguirá nada. Precisa de apoio da diretoria, com reforços de qualidade, que os salários sejam mantidos em dia e que novos patrocinadores cheguem, pois trabalhar sem ter receitas é bastante complicado. Boa sorte a Paulo Autuori, e que dias melhores cheguem ao nosso Vascão.

 

@rasecmotta11

@GANGDOBACALHAU